
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
POESIA DE MÁRIO HENRIQUE ARAÚJO
AUTO RETRATO
Observo mais
Do que Vivo
Invisto menos
Do que preciso
Para ter sentido
Vivo
Respiro
Atiro
Morro
E falo mais do que escrevo
Sou assim a esmo
Aos outros atento
Muito mais que a mim mesmo
Sou um espelho
Uma imagem convertida
Em várias imaginações
Um homem da vida
Um mirante que vê a vida
Cego de alucinações
Nem por isso
Sou mais ou menos
Talvez apenas
Um ser normal
Um parecer ameno
Ou só mais um ancestral
Mas sou um filho da rima
Uma criança que brinca
De ser adulto nos trilhos
Observo
Vivo
Respiro
Atiro
Falo
Escrevo
E morro há anos
Eu sou um perigo
Uma fantasia
Desde o dia
Em que descobri ser humano
Observo mais
Do que Vivo
Invisto menos
Do que preciso
Para ter sentido
Vivo
Respiro
Atiro
Morro
E falo mais do que escrevo
Sou assim a esmo
Aos outros atento
Muito mais que a mim mesmo
Sou um espelho
Uma imagem convertida
Em várias imaginações
Um homem da vida
Um mirante que vê a vida
Cego de alucinações
Nem por isso
Sou mais ou menos
Talvez apenas
Um ser normal
Um parecer ameno
Ou só mais um ancestral
Mas sou um filho da rima
Uma criança que brinca
De ser adulto nos trilhos
Observo
Vivo
Respiro
Atiro
Falo
Escrevo
E morro há anos
Eu sou um perigo
Uma fantasia
Desde o dia
Em que descobri ser humano
GLORINHA OLIVEIRA - RÁDIO ETERNO

A relação de Glorinha Oliveira com os palcos merecia crônica de Nelson Rodrigues. É quase um caso de obsessão. O palco, o amante insaciável. Glorinha, a moça carente de amores. Durante mais de 70 anos, um completou o outro de forma avassaladora. A dupla ficou famosa. A voz jovial e potente de Glorinha jorrou amor pelos quatro cantos do Norte e Nordeste durante décadas. Aos 82 anos, Maria da Glória Mendes Oliveira se despediu do companheiro fiel. Em cada aforismo há uma ponta de razão e a primeira impressão é mesmo a que fica. Por isso, a primeira associação feita a Glorinha não é com seu amante-palco, mas com seu primeiro amor: o rádio.
(Fonte: Diário de Natal)
terça-feira, 28 de outubro de 2008
REGINA LIMA E EUGÊNIO LIMA - DUO DE IRMÃOS

(Fonte: Compomus.mus.br)
FERNANDO CASCUDO
Compositor, filho de Câmara Cascudo. Foi integrante do Quinteto Os Boêmios Estudantis, do Trio Potengi, Quarteto Potengi que transformou-se no Trio Irakitan. Sua composição mais famosa é Prece ao Vento, em parceria com Gilvan Chaves e Alcyr Pires Vermelho; interpretada pelo Trio Nagô em 1953 no filme “Carnaval em Lá Maior”. Foi gravada por Elizete Cardoso; Wilson Simonal; Fernando Mendes; Alcymar Monteiro; Lúcio Alves; Titulares do Ritmo; Gregórios Barrios;Ademilde Fonseca; Terezinha de Jesus; Sando; Madrigal da UFRN; Trio Irakitan, entre outros e diversos Corais no Brasil.
(Fonte: Projeto Seis e Meia)
POESIA DE PEDRO FERNANDES
DO SILÊNCIO
Tá vendo o silêncio entre nós?
São crateras assassinas que se abrem
se dilatam para nós...Ouve o silêncio,
o que ele quer dizer?
Traduz num olhar o silêncio
desse nosso olhar!
Vês! São como fossos
se descortinam à nossa frente,
o que dele faremos?
Joguemos palavras para aterrá-lo
mesmo que monossílabos
mesmo que a batida e velha frase "quebremos o silêncio"...
Façamos algo!
Esse silêncio...Ah!
Não tenha dúvidas
é o que há de mais cruel entre nós.
Tenho medo em teu silêncio
desse nosso silêncio.
Tá vendo o silêncio entre nós?
São crateras assassinas que se abrem
se dilatam para nós...Ouve o silêncio,
o que ele quer dizer?
Traduz num olhar o silêncio
desse nosso olhar!
Vês! São como fossos
se descortinam à nossa frente,
o que dele faremos?
Joguemos palavras para aterrá-lo
mesmo que monossílabos
mesmo que a batida e velha frase "quebremos o silêncio"...
Façamos algo!
Esse silêncio...Ah!
Não tenha dúvidas
é o que há de mais cruel entre nós.
Tenho medo em teu silêncio
desse nosso silêncio.
POESIA DE EDUARDO POTIGUAR
PALAVRAS DA ALMA
Poesias não são somente palavras
escritas a esmo, sem nexo e zelo,
são muito mais que rimas e regras
escritas pelos poetas natos
ou por aqueles movidos pela emoção.
Poesias são promessas que não foram cumpridas,
amores não correspondidos,
são desafetos não solucionados.
poesias também são alegrias
que enchem o peito e transbordam
através das palavras, são momentos
que ficam eternizados no papel.
desculpem os erros se forem muitos,
desculpem as regras esquecidas,
desculpem pelas palavras não proferidas,
mas lembrem-se que tudo vale, porque
poesias são as palavras da alma.
Poesias não são somente palavras
escritas a esmo, sem nexo e zelo,
são muito mais que rimas e regras
escritas pelos poetas natos
ou por aqueles movidos pela emoção.
Poesias são promessas que não foram cumpridas,
amores não correspondidos,
são desafetos não solucionados.
poesias também são alegrias
que enchem o peito e transbordam
através das palavras, são momentos
que ficam eternizados no papel.
desculpem os erros se forem muitos,
desculpem as regras esquecidas,
desculpem pelas palavras não proferidas,
mas lembrem-se que tudo vale, porque
poesias são as palavras da alma.
ORQUESTRA BOCA SECA

(Fonte: Myspace)
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
ERI GALVÃO

Eri Galvão é reconhecido como um conhecedor do samba, participando desde 1987 como jurado da Liga das Escolas de Samba - LIESA, no quesito samba-enredo, no desfile das Escolas de Samba do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro. Esteve em Palm Springs-California-USA (1998/2000), assim como em Oslo-Noruega (1999), cantando Bossa Nova. Em setembro do ano passado participou do Primeiro Jazz festival da CUNY- City University of New York, a convite do trombonista Dick Griffin.
(Fonte: ClicRN)
terça-feira, 21 de outubro de 2008
GRUPO ERUDITUS

(Fonte: O Mossoroense)
POESIA DE LAURO GUELUTA
Vida, vidas, vi vidas, vivi vidas, vinte vidas vividas...
Vida, vidas, vi vidas, vivi vidas, vinte vidas, vividas...
Às vezes os minutos duram eras,
Éramos diferentes antes de bater o relógio,
Recordas as flores d´outras primaveras?
Não fuja, não se esconda do belo ócio.
Na límpida superfície afloram bolhas
Quebrando o espelho do céu noturno,
A lua baila ao som das folhas
Meu coração palpita taciturno.
Na face curvilínea da esquina
Onde, desvairados, peixes viviam
Enterrou-se, do meu coração, a rima,
Silenciaram os gorjeios das aves de rapina
Que nas minhas cinzas colinas dormiam.
Ficou a semente no humo da vida.
POESIA DE ANINHA D'AGUIAR
SEM TETO
Não há casa que eu more,
Não há lugar que me caiba,
Roupa que me vista.
Não há sono que eu sonhe,
Caminho que eu siga,
Vontade que insista.
Quero chamar de meu,
qualquer punhado de terra.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
WALDEMAR DE ALMEIDA - MÚSICA DE ONTEM

(Fonte: UFRN)
MARCOS AURÉLIO DE LIMA

(Fonte: Cefetrn)
GRUPO BR-4 COM LUIZ LIMA (LOLA)

Luiz Lima, músico potiguar que vive na Itália poucos conhecem, mas Lola, irmão de Eustáquio e Fon, que nos anos 70 eram responsáveis pelo bom rock n’roll produzido na cidade, os maiores de 40 sabem muito bem quem é. Na década de 80, Lola trocou Natal pelo Rio de Janeiro para estudar Música e Educação Artística na Unirio, além do aperfeiçoamento em Harmonia e Improvisação na Escola Rio Música.Buscando sempre mais, em 1990, vai para a Itália e diploma-se em violão clássico no Conservatorio Mascagni de Livorno. Decidido a fazer carreira internacional, lança dois trabalhos autorais, os CDs "Realidade Real" e "O Tom Brasileiro". O grupo Br-4, que tem ele no violão, guitarra e viola de 12 cordas; além dos italianos Claudio Carboni (sax soprano e tenor) e Marco Cattarossi (contrabaixo), e bateria e percussão de Ricardo da Silva, brasileiro que também vive na Itália há muitos anos. No repertório, músicas próprias de Lola e releituras cheias de tradição e contemporaneidade de Egberto Gismonti, Pixinguinha e Guinga.
(Fonte: Assecom-RN)
domingo, 12 de outubro de 2008
POESIA DE EMMANOEL IOHANAN
A FLOR POESIA
Eis, que surge,
Eis, que surge,
A flor poesia.
Embalando sonho,
Trazendo harmonia.
E a flor poesia,
E a flor poesia,
Desabrocha em alegria,
Reluz simpatia,
Enraíza sabedoria.
E a flor poesia,
E a flor poesia,
Sábia, que é,
Toca nos pontos
Da cabeça ao pé!
E assim, aflora e deflora.
E assim, aflora e deflora.
A flor poesia,
Espalha ao vento amor, sentimento,
Emoção e magia!
POESIA DE MOYSES SESYOM
MOTE
Eu só como camarão
Com muito sal e pimenta
GLOSA
Quando faço a refeição
Passo a vista sobre a mesa
Se até tiver com franqueza
Eu só como camarão.
Com cerveja fria e pão
Faz um paladar setenta
Satisfaz e alimenta
É um prato apetitoso
Mas só fica saboroso
Com muito sal e pimenta.
Eu só como camarão
Com muito sal e pimenta
GLOSA
Quando faço a refeição
Passo a vista sobre a mesa
Se até tiver com franqueza
Eu só como camarão.
Com cerveja fria e pão
Faz um paladar setenta
Satisfaz e alimenta
É um prato apetitoso
Mas só fica saboroso
Com muito sal e pimenta.
PRIGUISSA - HIP HOP POTIGUAR

(Fonte: Coletivo Records)
MANOEL ELISIO FEIJÃO JR
Compositor, violonista, cantro e pandeirista apaixonado, de 1993 à 2000 tocou nas noites natalenses acompanhando compositores, intérpretes e músicos, tais como: Fábio Fernandez, PedrinhoMendes, Lucinha Lyra, Glorinha Oliveira, Babal, Galvão Filho, Tarcísio Flor, Carlos Zens, Dalva Braga, Anna Fernandez, Grupo SapatoNovo, Almir Padilha, Márcio Ramalho, Lígia França, Francilúzio, Water do Acordeom, Liz Nôga, Uirandé, Roberto do Acordeom, Eduardo Taufic, Joca Costa, Romildo Soares, Eliezer Rodrigues, Gerdon, Marconi Paulo, Leon Neto, Rubinho, Eduardo Santana, Marcos Suzano, Clabom, dentre outros. Teve participação especial no grupo Oficina Potiguar Choro e Companhia, que fez uma turnê de 15 dias pela Europa nas cidades de Sanary - França e Lisboa - Portugal, em junho de 2000, além de várias participações como músico pandeirista no Projeto Seis e Meia, no Teatro Alberto Maranhão, em Natal. No CD Apologia de Regina Justa Feijão, sua saudosa mãe, fez a direção musical juntamente com Fábio Fernandez e participação especial tocando pandeiro nas músicas: Desce do Morro, Você Preferiu a Rosa e Declínio.Participou do CD Palma da Mão, do cantor e compositor Galvão Filho, de quem recebeu os primeiros ensinamentos da arte de tocar pandeiro. Também teve outras participações nos CD's de Tarcísio Flor, Márcio Ramalho, Eduardo Santana e Marconi Paulo. é parceiro do músico e compositor potiguar Fábio Fernandez, no CD Água Marinha, do referido compositor.
(Fonte: Site Oficial)
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
THE VOLTA

Peso e senso pop na medida certa. É nessas palavras que o guitarrista Misael Barreto define o som da The Volta, grupo que integra ao lado de Max Siqueira (voz), Eduardo Sá (guitarra), Giovanni Batista (baixo) e Diogo Galvão (bateria). Formada há dois anos, o The Volta surgiu a partir da experiência de um grupo de músicos que tocavam em bandas como BR – 101, Mãe Joana e Acesso, que sempre se cruzavam na noite natalense. Com o fim das antigas bandas, os amigos decidiram se reunir e formar um novo projeto, voltado para o repertório autoral. O nome da banda é uma brincadeira com o retorno dos músicos depois de um período de inatividades. Desde então, já participaram de eventos como os festivais Rock na Rua, Nordeste Independente e Tokando Festival. O som, reflete de maneira democrática as influências de todos os integrantes da banda que vão do pop rock contemporâneo de Detonautas e Capital Inicial, passando pelo heavy metal do Iron Maiden e Metallica.
(Fonte: Nominuto.com)
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
POESIA DE IARA CARVALHO
TRAJETO
fui acontecida
desde a noite de natal
quando no cimo da árvore
cravaram espinho
pedra
e mel
morri no nome
quando não pude nadar
cantar então é um
enorme
cacto na garganta.
TRIO MARAYÁ - MUSICA DE ONTEM

(Fonte: Poeira e Cantos)
CIRLEIDE ANDRADE - NATALENSE DE RECIFE
Natural de Recife, mas atualmente radicada em Natal, Cirleide Andrade começou sua carreira musical ainda na adolescência, participando de festivais escolares e depois universitários. Estudou teoria e canto no Conservatório Pernambucano de Música e em São Paulo, onde morou durante quatro anos.Cantou em trio elétrico, no Galo da Madrugada, Banda de Baile, Forró, finalizando esta fase cantando em Orquestra por dois anos participando de Projetos de Rua (Prefeitura de PE e SP). Atualmente está morando em Natal onde já participou de vários shows locais. A maioria deles Tributos a grandes compositores, como Djavan, Dorival Caymmi, Chico Buarque, Caetano, Gil, Dick Farney, entre outros. Conhecida em Recife, principalmente por seus shows eletrizantes de Frevos Pernambucanos - gravou um CD para um poeta local e está em stúdio gravando o CD “A Bossa é Nova ”
(Fonte: Poeira e Cantos)
POESIA DE PABLO CAPISTRANO
CANÇÃO DO FIM DO MUNDO
quando a noite chegar
pense no dia.
sou filho do sol,
sou filho da lua
sou o brilho das estrelas
porque elas me acompanham.
quando a noite chegar
pense no fogo.
sou filho do sol,
sou filho do vento
sou brilho das estrelas
porque elas me acompanham
quando a noite chegar
na solidão de você mesmo
na frieza da floresta
na altura do silêncio
pense na beleza
que ela te acompanha
pense na beleza
que ela te acompanha
(mesmo que você não a conheça pelo nome)
quando a noite chegar
pense no dia.
sou filho do sol,
sou filho da lua
sou o brilho das estrelas
porque elas me acompanham.
quando a noite chegar
pense no fogo.
sou filho do sol,
sou filho do vento
sou brilho das estrelas
porque elas me acompanham
quando a noite chegar
na solidão de você mesmo
na frieza da floresta
na altura do silêncio
pense na beleza
que ela te acompanha
pense na beleza
que ela te acompanha
(mesmo que você não a conheça pelo nome)
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